É só a ponta do iceberg

Sempre me perguntei “Por que somente aquelas pessoas que fazem um carnaval para cada pum que soltam são as que são reconhecidas?” e muitas vezes elas nem fizeram o espetáculo, elas apenas armaram o circo…

Mas e se é assim que funciona e armar circo não é muito sua cara? Ninguém vai te reconhecer?

Nunca imaginei que fosse numa orientação de TCC que eu encontraria a resposta.

O fato é que as pessoas te avaliam apenas pela porcentagem visível do seu trabalho, te julgam com base na ponta do iceberg, embora, um olhar um pouquinho menos preguiçoso possa enxergar as coisas incríveis que há mais pra baixo.

Durante a vida nos é ensinado muitas coisas que só fazem sentido quando você vivencia, justamente por causa dessa tendência de enxergar o superficial ou de se contentar com explicações genéricas, rasas, ou até mesmo, vazias.

Nas questões profissionais apresentam muito disso, uma delas é, por exemplo, “O segredo do sucesso está em fazer aquilo que realmente gosta”, ok, mas eu me pergunto “E??? Quê mais???”. Só que é mais que isso.

A gente aprende desde pequeno que sucesso está intrinsecamente relacionado ao reconhecimento, mas hoje, tenho pra mim, que o sucesso está bem mais para auto-realização do que para o reconhecimento alheio. Pois, se o que enxergam é só a ponta do iceberg, ou o circo que você arma, e não todo o esforço empreendido e nem todo o conhecimento apreendido e também gerado, se o que você entende por sucesso é tão pequeno quanto o receber o reconhecimento alheio, lamento informar… as premissas indicam que você será um eterno fracassado!

Pra mim, o grande segredo do sucesso está mais para… “Divirta-se pelo caminho!”. Faça para um bem maior, faça o que te faz feliz, oque te motiva, o que te brilha os olhos, faça por você! Porque no fim o único reconhecimento que realmente importa é o seu, e não serão tapinhas nas costas que vão te levar para frente, ou melhor, para cima.

Então, não importa o quanto eu me sinta perdida hoje, se para ter esse sucesso, com toda a definição que dei para ele, eu tiver que testar várias opções, que seja! Não importa se para alguns isso pareça instabilidade ou coisa assim, porque não existirão escolhas erradas, haverá apenas aprendizado e muita diversão pelo caminho, por que outra coisa que também aprendi foi que todas as respostas que eu já procurei até hoje, só encontrei quando não estava exatamente… procurando.

@rosannats

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Odisseia Hospitalar

Ir ao hospital é sempre uma tarefa meio árdua que a gente costuma postergar ao máximo, certo? Sim. Hoje não importa muito se você vai passar pelo seu plano de saúde ou particular, a coisa é sempre igual: senhas, espera, triagem, espera, exames, espera, medicação e mais espera… A menos que você tenha super-mega-blaster-advanced plano de saúde e disponha de certa de R$1000 por mês para gastar com ele, porque disso eu entendo.

Fiquei muito mal esses dias e fui adiando até que uma dor insuportável na cabeça me despertou às cinco da manhã e não me deixou mais pregar os olhos… já que dormir não era uma opção, me rendi e fui… e aí começou a Odisseia.

Fui ao primeiro hospital até que estava vazio, me chamaram rápido, tudo ótimo e bom demais pra ser verdade, o médico era maluco!! Não fez exame nenhum e me receitou, não confiei no atendimento dele mas passei na farmácia e vi que seria loucura comprar o remédio que o cara passou: fortíssimo e caríssimo!! Se ele tivesse feito algum exame até ok, mas não… saí da mesma maneira que cheguei.

Então fui ao segundo hospital, lotado, a bateria do meu celular acabando e eu sozinha, fazer amizade em hospital não rola, o povo só tem um assunto: “O quanto estou morrendo mais do que você”. Aff, então essa não era uma opção.

Eu já disse o quanto a gente espera num hospital né? Estava eu ali, sem bateria, sozinha e com a mente ociosa… Escolhi não ficar mal humorada e comecei a observar o povo lá e a dar risada sozinha com as ceninhas alheias.

Meu!! Já percebeu como as pessoas fazem cena num Pronto Socorro? Primeiro que todo mundo faz cara de que está morrendo, anda se arrastando, meio em câmera lenta e tal, mas tem uns tipos específicos de paciente e acompanhantes, seguem os mais recorrentes:

Tipo #1 – Acompanhante barraqueiro: é assim o paciente faz cara de dó, de dor, de dengo, de tudo, geme um pouquinho de vez em quando, aí quando faz uns 10 minutos que estão ali esperando e nenhuma senha é chamada, eis que se levanta a fera – uma mãe enlouquecida – arma um barraco básico e quer falar com o gerente (nem sabia que hospital tinha gerente, mas vá lá, achei que seria tipo “médico-chefe”, alguém me fala depois), só olhei e senti vergonha alheia.

Tipo #2 – Paciente que dó, que dó: esse tipo geralmente está desacompanhado,  se arrasta e choraminga pelos cantos, olhos marejados, sabe? Eu acho que eles pensam que se despertar a compaixão dos atendentes e médicos vão ser atendidos mais rápido ou vão ganhar mais dias de atestado.

Tipo #3 – Paciente rabugento: esses irritam bastante, reclamam de tudo, e aí de você se não concordar com eles! Não seja louca, não faça isso, tá? Finge que concorda e sai de perto, mau-humor é contagioso e um dos sintomas terríveis é fazer o tempo passar bem devagar.

Tipo #4 – Estrelinhas: isto resume: “Paciente: – Está levando quando tempo até o atendimento?”, “Atendente: – de 1 hora e ½ a 2 horas”, “Paciente: – Mesmo eu pagando particular???”, “Atendente: – Sim”, “Paciente: – Nossa que absurdo! Não tem um atendimento especial?”

Eu parei de observar um pouco quando a enfermeira enfiou a agulha enorme no meu braço e ficou cavucando e procurando minha veia com a agulhona lá dentro, mantive a calma e falei: “tá difícil de achar minha veia né?”, na verdade eu tava dizendo: “caramba, pega logo uma agulha de criança e acerta de primeira, por favor!”.

Lamentei não estar com uma caneta e um papel na hora, porque no calor da emoção esse texto teria ficado muito mais legal… tinha de tudo lá.

No fim das contas o médico do segundo hospital não era tão mais atencioso que o outro, uma vez eu li que com o tempo os médicos que atendem uma grande quantidade de pessoas por dia, começam desumanizar a coisa, e age como outro profissional qualquer, como alguém que bate carimbo, por exemplo. Mas pelo menos confiei mais nele, tomei alguns remédios na veia, uma injeção e outros pra tomar em casa.

Ahh… você não acha super constrangedor tomar injeção intramuscular? Nunca é uma enfermeirA, é sempre um enfermeirO e você nunca sabe se abaixa um pouquinho mais ou um pouquinho menos sua calça… tanto músculo no corpo, porque tem que ser justo nesse a injeção? Me conta? E o cara ainda te olha e fala “relaxa”.

Gastei o dia todo nessas de vai e volta, toma isso, toma aquilo… pelo menos saí de lá um pouco melhor, sem saber com certeza o que eu tive, mas melhor!

@rosannats

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Baladas com Amigos Gays

Sou mulher, heterossexual e tenho amigos gays! Adoro!

Em uma das milhares de conversas que tenho com eles, um dia qualquer, um vira e fala:

– Vamos pra balada…

E eu respondo:

– Uhuuuu, vamoooos já to na vibe!!! Tutz, tutz, tutz!

Ele solta:

– Gay?

Ai eu: – OI?

– Vamos, vai ser legal, você vai adorar!!!! A música é boa, a iluminação é sensacional e as pessoas são super divertidas!

– Vou? Não vou? Vooou? Não voooou? Ah tá bom vai, não tô fazendo nada mesmo! Eu vou!

– Uhu! Só não se esquece de dar um tapa nessa peruca que tá rebelde e turbina essa dieta pra arrasar na pista! [sinceridade extrema do amigo rs]

Realmente, as pessoas são mega animadas, o som é o melhor e a iluminação fora de série!

Mas queridas, já aviso! Pra você que nunca foi, esteja preparada para cenas de pegação! Eu não tenho preconceito, mas da primeira vez fiquei chocada! O meu susto não foi ver pegação alheia, foi pegação de conhecido! Rs.

Estava eu entre uma jogada de cabelo e outra, quando de repente olho para o lado e: TIREEEEEEEEEEEEM AS CRIANÇAS DA SALA!!! APARTA, APARTA QUE É BRIGA!!!!! SOLTA ELE, SOLTA! OPS… NÃO É BRIGA =X

Ufa, passou! Isso foi só em um primeiro instante, depois passa!

Aí tem gente que pergunta assim: Ai você não tem medo que uma menina pense que você é gay e te agarre?

– Não!

Primeiro que na maioria das vezes eles sabem quem é o quê… E mesmo que não saibam vão chegar pra conversar e você solta um: – Sou hetero amiga… E pronto!

Alguém só vai te agarrar caso você esteja fazendo a dança do acasalamento que nem uma louca varrida em volta da pessoa! Fora isso, relaxa meu bem!

E prepare-se para ver MUITOS CARAS GATOS que jogam no mesmo time que você, rola uma depressão momentânea porque você vai achar um desperdício, mas a gente supera!

Fui e voltei!

Sabe quando você quer dançar como se ninguém estivesse olhando? Lá é o lugar!

Marcella

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O limite da tolerância

Sempre tive por princípio que as adversidades da vida deveriam ser solucionadas de forma pacífica, sempre preservando os envolvidos de qualquer constrangimento. Sempre penso: “deixa pra lá, essa pessoa não sabe o que está fazendo…a vida vai tratar de ensiná-la…”

Agi assim por muito tempo em todos os setores da minha vida: pessoal/afetivo, familiar e profissional.

Acontece que esse meu comportamento acabava causando nas pessoas um certo “conforto”, do tipo “posso fazer qualquer coisa contra ela, que ela jamais reagirá”.

As pessoas realmente se sentiam (e algumas ainda se sentem) confortáveis em tudo: falam o que querem, agem como querem, independentemente das consequências.

E o pior de todo: percebi que eu sofro com isso. Claro que depois de muito “stress” e cansaço inexplicáveis acumulados….

Portanto, resolvi mudar. Cheguei no meu limite de “tolerância” e não vou mais permitir que ninguém, absolutamente ninguém, me perturbe sem assumir as devidas consequências. E isso está ficando evidente em tudo. Não que eu tenha me tornado uma pessoa vingativa, mas estou tratando de mostrar para as pessoas que elas DEVEM ser responsáveis por suas atitudes.

E o mais importante, acho que o mais difícil pra mim nesse processo todo… quando alguém me ofende, estou aprendendo a dizer “Você me ofendeu e eu não vou permitir isso”.

Política e diplomacia são a partir de agora utilizadas por mim de um modo diferente. Assumi esse compromisso comigo, independentemente da posição política, social ou econômica de quem me perturbar. Acredite nisso!

E como diz minha amiga, se você duvidar, ME TESTA!

A.D.

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INCONVENIENTE

Ao longo da vida acho que todos nos deparamos com seres inconvenientes, não é mesmo?

Pessoas que, por algum motivo, têm certas atitudes que não dá para entender e que irritam MUITO.

Sabe quando você está em uma conversa particular e você quase precisa abrir um guarda-chuva porque chove ganso? Ou então porque o quilo do pescoço entrou em oferta?

Existem pessoas que não sabem qual é a sua posição dentro do ambiente em que se encontram e acho que para tentar não se sentir de fora do contexto, acabam se intrometendo na conversa alheia… Sem serem chamados e com comentários mais que DESNECESSÁRIOS.

Ou então quando o ser não tem o que falar e fala besteira ao invés de ficar quieto. Parece que não sabe que às vezes é melhor se calar e deixar as pessoas pensarem que você é tolo do que abrir a boca e não deixar dúvida alguma.

 

 

 

 

 

Porém, acho que o que mais irrita é aquela pessoa que acha que é melhor que todo mundo, pensa que é dona da verdade e ainda por cima, não sei por que motivo acredita que todas as pessoas ao seu redor a admiram, quando na verdade ninguém a suporta.

Às vezes eu acho que é ingenuidade…

Às vezes eu acho que é falta de semancol…

Às vezes eu acho que a pessoa sente prazer em ser desagradável…

E às vezes eu acho que a pessoa adora tentar ser o centro das atenções…

Em alguns casos acredito que seja um mix de todas essas coisas…

E o que fazer quando nos deparamos com esse tipo de gente?

– Bater boca loucamente até alguém desistir da discussão e sair um “vencedor”?

– Tentar explicar para a pessoa de um jeito sutil e amigável que o comportamento dela não está legal e que ela deveria reavaliar sua postura?

– Fazer um torniquete no pescoço do ser em um momento em que a nossa irritação chegar ao limite?

– Ignorar?

Acho que se a pessoa é minha amiga eu tento sentar para conversar e falo o que eu penso… Caso contrário… Apesar da vontade de fazer um torniquete se tornar uma constante… Eu opto por ignorar, pois não vale a pena nos desgastarmos com certas coisas ou pessoas…

Muitas vezes os prejudicados somos nós mesmos que só aumentamos nosso nível de stress…

Às vezes simplesmente não vale à pena o desgaste…

A única coisa que eu tenho certeza é que a vida ensina lições para nós e que enquanto não aprendermos e enxergarmos o que temos que mudar, continuaremos “apanhando” até aprender.

De gente inconveniente eu quero distância, mas se não for possível eu prefiro ignorar.

Marcella

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SOB PRESSÃO

1- “VOCÊ ainda não resolveu o problema do Cliente? Se não resolver, vamos perdê-lo. E olha que ele representa muito para o faturamento da nossa área…Eu sei, eu sei que a dívida é antiga e que não temos documentos que comprovem que o Cliente tem razão, mas se vira! Estamos sendo pressionados!”

2- “VOCÊ precisa ir até o Tribunal e falar com quem for preciso para conseguir a certidão. Se não conseguir, não vamos fechar a operação. E mais uma vez, perderemos o Cliente. Dois dias pra resolver o assunto? Ainda bem que deu tempo, obrigado.”

3 – “Alô, onde VOCÊ está? Ah, nada urgente. Quando VOCÊ chegar a gente conversa….é que todos os estagiários da área resolveram pedir demissão. Hoje. É porque eles entendem que estão trabalhando demais.”

4- “Que bom, que surpresa agradável! Resolvi sair durante a semana para espairecer e encontrei VOCÊ! Tão linda! Adorei…a noite com VOCÊ foi especial! Como eu faço pra TE ver de novo? Ok, anotei seu telefone!”

5- “Alô, DRA.? Bloquearam as contas correntes da nossa empresa. Como vamos pagar a folha de salários? Por favor, resolva o quanto antes!”

6- “Bom dia! Quem vai resolver o problema daquela multinacional? Vamos resolver sim, assim que ELA for para Brasília e falar com o Presidente do Tribunal e com o Conselheiro que não quer atendê-LA por telefone…mas olha, certeza que ELA conseguirá. Nem que pra isso fique lá o tempo que for necessário. Está em boas mãos!”

7- “Na quarta-feira tem o julgamento daquele caso importante no Tribunal em São Paulo. ELA está preparada, conhece o caso. É só vestir a beca e fazer a sustentação oral. Mas antes, claro, ELA precisa conversar com todos os julgadores em seus gabinetes.”

8- “Na quinta-feira tem o julgamento daquele caso trabalhista em Campinas. ELA não é especialista, mas trabalhou no caso e já conseguiu a liminar. É só vestir a beca e mandar a ver!”

9- “DRA. o Cliente está na sala de reunião e quer dar um palavrinha com a SENHORA. Oi, tudo bem? Eu só estarei bem se a DRA. me der boas notícias…queria te perguntar se VOCÊ já cuidou daquele caso eu te entreguei na semana passada. Sabe como é…é um caso do meu amigo pessoal, ele está aflito e não dormirá enquanto VOCÊ não resolver.”

10- “DRA., posso marcar as entrevistas para que horas?”

11- “Alô, tudo bem? Olha, acabou o amaciante, a cândida e o lustra móveis. Para quinta-feira eu não tenho produto pra fazer a limpeza. VOCÊ pode comprar tudo até amanhã? Aproveita e compra uma tábua de passar nova porque a que está aqui não presta mais!”

12- “Prezada DRA., a diretoria da nossa empresa decidiu que prefere que os profissionais de São Paulo (da sua equipe) resolvam o nosso problema no Ceará. A DRA. poderia

confirmar o recebimento do email, bem como a data da viagem? Estamos com urgência. Atenciosamente.”

13- “Oi AMIGA! E aí, ele TE ligou? Não? Ah, tenho certeza que ele vai ligar. ‘Calm down’! Beijo!”

14- “VOCÊ tem um minutinho? Ai, a sua mãe me disse que se eu tivesse algum problema eu poderia TE ligar…olha, a minha filha foi demitida e a empresa quer que ela cumpra o aviso prévio trabalhando. É certo isso?”

15- “Estou saindo de férias e vou deixar uma procuração com VOCÊ pra resolver umas questões pessoais na minha ausência.”

16- “FILHA, tudo bem? Estou sentindo sua voz triste…faz dez dias que VOCÊ não liga pra sua mãe…está tudo bem? Eu e seu pai estamos indo pra São Paulo. Precisamos ficar mais perto pra saber se realmente está tudo bem…VOCÊ diz sempre que sim, mas eu não sei, eu sinto que não…”

17- “Oi mãe, vi seu recado. Fique tranquila, está tudo bem COMIGO. Os últimos dias foram um pouco movimentados. Mas, acredite, está tudo bem. Sempre está…ou melhor, tem que estar.”

A.D.

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Insectofobia

 

Insectofobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante dos insetos

Com essa definição em mente… Hoje é dia de desabafo…

Quem não me conhece nem desconfia que por trás desse 1,75cm de altura esconde-se um ser que tem PAVOR de insetos…

Não, eu não sei explicar por quê!

Sim, eu sei que os insetos que tem medo de mim e que eles não vão fazer nada demais…

Mas sei lá! É incontrolável, não tem como explicar!

O máximo que eu enfrento é uma mosca, um pernilongo e formigas… E olhe lá hein… Porque se for uma daquelas formigas gigantes que se pá carrega um sabugo de milho nas costas… Eu corro!!!

Eu sei que é ridículo, mas fazer o quê! Tenho medinho!

E é aquela coisa, parece que os insetos sabem que eu tenho medo, porque eles me perseguem… SÉRIO! Tenho fatos que comprovam…

Por exemplo, quando eu era pequena, de idade né, porque pequena mesmo nunca fui… DUAS VEZES, NÃO UMA… DUAS VEZES entrou uma MOSCA DENTRO DO MEU NARIZ!!! Como assim… Acho que por isso sou traumatizada! Sem saber o que fazer, rola um trimilique incontrolável e eu me estapeava na cara para me salvar! Sobrevivi! Ufa!

Fora uma vez que eu estava no elevador do prédio com um senhor japinha super quieto e simpático… E escuto um Bzzzzzz… O som vinha de cima da MINHA CABEÇA!! Como quem não quer nada, dei um leve tapa na minha própria cabeça discretamente! O japa já me lançou aquele olhar de canto! Não foi suficiente! A mosca não foi embora! Dei mais uns três leves tapas – ok não foram leves – na minha própria cabeça tentando não esboçar desespero na frente do coitado… Em vão! Eis que graças a Deus o elevador para no andar dele! Dei um tchau sem graça e ele me olhando e provavelmente pensando: – Que estranha! Assim que ele saiu do elevador dei uma de loka do bairro me estapeei mais umas vezes, só que dessa vez gritando! Bem normal! Ufa! Chegou meu andar, sobrevivi novamente.

É aquela coisa, quando estou perto de estranhos eu até tento me controlar para não passar muita vergonha, mas é complicado.

Em outra ocasião, estava eu, andando em direção a lotação para voltar pra casa, eis que aparece uma BORBOLETA no meu caminho! Não, não acho bonitinha! Sim, eu fujo! Ela vinha na minha direção e não ia desviar! Era pessoal, certeza! Quando chegou perto, eu desvio dela como na cena do filme Matriz que o Neo desviou em câmera lenta das balas, bem de boa, ninguém me achou anormal não, relaxa!

Outro dia estava vendo filme sentada no computador, com uma fresta da janela aberta! Do nada escuto um POF! Um grilo do tamanho de uma pomba – ok era menor –  parou na minha janela, em dois segundo eu já tinha pulado da cadeira e tava no corredor gritando: – PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI!

Outro dia, estava dentro do ônibus, quando percebo que um daqueles bixos cascudássos pousou na MINHA BOLSA! Tanta gente no busão e ele vem ME PERSEGUIR? Para, né! No desespero a única coisa que tinha na minha mão era o santo bilhete único, não deu outra, no impulso dei uma raquetada no cascudão e ele saiu rebatendo pelo ônibus e todo mundo olhando pra saber o que era e eu pra disfarçar também procurei como se não soubesse o que tinha ocorrido!!

Fora na garagem do prédio que eu costumo brincar de quadrilha de festa junina na parte do: – OLHA A COBRA! Sempre que avisto uma barata!!

E tenho outras histórias, mas acho que já deu pra entender!

Insetos me perseguem!

Sim, eu tenho medo!

Não, não sou normal!

Marcella

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